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domingo, 11 de setembro de 2011

A banca de jornal

Acredito que esteja em meu sangue gostar de jornais, livros e revistas, meu avó era um jornaleiro. Na época da repressão sua rebeldia ajudava a divulgar o Pasquim, correu riscos por ter coragem de distribuir a verdade, mas a paixão pelas palavras e pela democracia falava mais alto. Sua banca localizava-se no centro da cidade. Seus matutinos combinam com o pão com manteiga e o café com leite dos freqüentadores das padarias. As crianças viajam nas aventuras dos super-heróis, as adolescentes seguiam as tendências do mês e os rapazes por algum motivo gostavam de ler Playboy no banheiro.
Donas de casa de primeira viagem preparavam o almoço de domingo com uma edição da Cozinha Cláudia ao lado, os espiritualistas seguiam os rituais e o astral da semana através da Horóscopo, os desempregados saiam por aí com os classificados debaixo do braço em busca de uma vida melhor, recém-casados construíam o lar ideal com as revistas de decoração, as românticas se deliciavam com os livros no estilo Sabrina, Bianca, entre outros... Todas as emoções do mundo estavam em um espaço de aproximadamente quatro metros de largura por dois de comprimento.
Mas, o jornaleiro seguiu seu caminho rumo ao infinito de deixou sua marca no coração daqueles que através da banca saborearam a fonte do conhecimento.

Por Danielle Meniche Cruz

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