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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dia Mundial sem Carro: a qualidade do ar agradece

Vale apena aderir - No dia 22 de setembro, pessoas em todo o mundo irão se deslocar de bicicleta, a pé, de ônibus, de metrô... Tudo isso visando á redução de emissão de gases poluentes para atmosfera. No Brasil, a adesão à campanha costuma ser baixa. Mas é hora de mudar essa realidade.

A idéia surgiu em 1997, na França: instituir um dia que tivesse como objetivo conscientizar as pessoas sobre os danos da emissão pelos veículos de gases causadores do efeito estufa e ressaltar a importância do uso sustentável dos meios de transporte. Assim, 22 de setembro tornou-se o Dia Mundial sem Carro e, aos poucos, vários países foram aderindo à campanha. Em 2001, já eram 1.683 cidades participantes. E, inclusive, 11 delas brasileiras, marcando o primeiro ano em que o Brasil participava desse dia de conscientização. Porém, em nosso país, os resultados dessa adesão ainda são tímidos. Em 2009, São Paulo, no próprio Dia Mundial sem Carro, foi registrado o terceiro pior trânsito do ano. Sinal de que a grande parte da população ainda não absorveu a importância de se pensar nos meios de transporte de uma maneira sustentável, mesmo com as ações que as prefeituras têm feito para promover esse dia: elas bloqueiam estacionamentos, reduzem a velocidade permitida em alguns bairros e promovem atividades de cultura e lazer para conscientizar a população em alguns bairros.

México diminui emissões

Você deve estar pensando: um dia só não basta para reduzir a poluição ambiental causada pelos veículos. Sim, claro que não. Mas são medidas como essas que vão mudando a forma de pensar e de agir de toda a população. E, a partir daí, ações maiores vão surgindo.

Foi o que aconteceu na década de 90 com a Cidade do México, que era uma das áreas urbanas mais poluídas do mundo. Um estudo mostrou que 80% dos poluentes vinham da emissão de veículos e 15 %, de instalações industriais. O governo, então introduziu um programa para reduzir as emissões: fábricas foram retiradas dos centros urbanos, tornou-se obrigatória a inspeção de emissões veiculares, a gasolina passou a ser sem chumbo e foram instalados catalisadores em veículos novos, que ajudaram a diminuir a poluição.

Brasil

O que nós sentimos falta no Brasil, porém, é de uma política de estímulo aos carros elétricos. Em todas as economias avançadas do mundo há um incentivo para o uso desses carros que têm tecnologia limpa e motor silencioso. Hoje, ainda não há linhas de montagem de carros elétricos aqui e quem quiser comprar um modelo estrangeiro terá que pagar taxas altas demais.

Em 2010, o governo Lula chegou a anunciar que faria uma política pública sobre carros elétricos, mas isso foi deixado de lado. O argumento era de que seria necessário estudar mais o assunto. Já está na hora de as montadoras abrirem os olhos para esse mercado emergente e que irá trazer um grande alívio para a atmosfera terrestre.

Por Folha Newsletter

Fonte: Revista ProTeste
www.proteste.org.br

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