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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Transtornos de Ansiedade

13:29 By Vanessa Fagundes (vanessafagundesadv@gmail.com) No comments






No DIA DA SAÚDE MENTAL vou iniciar uma série de reportagens sobre transtornos que dificultam a vida de muitas pessoas, mas com um pouco de informação e apoio, podem ser superados!



Os tipos de transtorno de ansiedade mais comuns: Transtorno do Pânico, Agorafobia, Transtorno de ansiedade social, Fobias especificas, TEPT (transtorno de estresse pós-traumático), TAG (transtorno de ansiedade generalizada) e TOC (transtorno obsessivo compulsivo).




Hoje trataremos do Transtorno do Pânico. Algumas citações serão retiradas do livro “Mentes com Medo” de Ana Beatriz Silva:



Sentimento súbito de terror, sensação de morte iminente, coração disparado, suor intenso, dores no peito, falta de ar, tontura, por vezes acompanhados de sensação de despersonalização ou irrealidade ou de que alguma catástrofe vai acontecer.



A descrição acima se encaixa perfeitamente em um ataque cardíaco, mas não é. Trata-se de um ataque de pânico. Várias pessoas que sofrem de pânico são atendidas em pronto-socorros para onde são levadas com a forte suspeita ou a certeza de estarem tendo um enfarte e lá recebem o diagnóstico de que o coração se encontra em perfeito estado.



Alguns sintomas característicos:



Taquicardia (ritmo cardíaco acelerado)

Sudorese intensa (principalmente na face ou na cabeça)

Tremores ou abalos musculares

Sensação de falta de ar ou sufocamento

Sensação de “nó” na garganta (ou aperto)

Dor ou desconforto no peito

Náuseas (enjôo) ou desconforto abdominal (similar à cólica)

Tontura, vertigem ou desmaio



É interessante observar que em relação aos demais transtornos de ansiedade, o TP apresenta uma freqüência relativamente baixa, principalmente se compararmos com as fobias (medos exagerados). No entanto, o TP é campeão entre as pessoas que procuram ajuda e tratamento médico. Isso dá a dimensão exata do sofrimento e do desespero vivenciados por um individuo durante um ataque de pânico.




É importante destacar que sofrer um ataque de pânico isolado sem maiores conseqüências não significa, na vida cotidiana, que uma pessoa seja portadora do TP. Afinal, várias condições diárias como estresse familiar, no trabalho e uso de substâncias como o álcool, anfetaminas, cigarro, cafeína, cocaína e até maconha podem, esporadicamente, desencadear ataques de pânico.




O que pensam as pessoas que tem ataque de pânico: vou ter um ataque cardíaco, vou ficar louco, vou morrer, vou ter um derrame, vou ser tomado como alguém fraco, vou desmaiar e vão rir de mim, não posso ficar sozinho, pois preciso de alguém para me socorrer, não consigo controlar minha vida, preciso ser capaz de controlar tudo, não posso dirigir pois vou perder o controle do carro e bater, não posso praticar esporte pois posso morrer, não posso fazer sexo pois posso enfartar, se eu não dormir posso enlouquecer ou ter um colapso nervoso, não posso me emocionar ou chorar senão perco totalmente o controle das minhas emoções.




Vou contar um segredinho para vocês, na época em que passei por algo parecido, descobri um remédio milagroso para “colocar pra fora” a ansiedade excessiva e evitar que ataques do tipo continuassem a acontecer... sempre que sentia meu coração começando a disparar, a sensação de que estava perdendo o controle, eu simplesmente... chorava!! Rs Houve uma época em que eu não chorava por nada, pouquíssimas pessoas na vida tinham me visto chorar e em raríssimas ocasiões. Digamos que eu era “durona”, como diz minha mãe... mas depois que eu descobri que chorar não faz mal a ninguém, não é sinal de fraqueza, não significa que eu entreguei os pontos, pelo contrário, é só um escape para emoções em excesso dentro do corpo, consegui colocar pra fora, aos poucos, toda a ansiedade que estava me incomodando tanto. Portanto, chorar ajuda sim e não é motivo para vergonha.



Outro ponto importante em relação ao ataque de pânico é que dizem que a sua pior parte é vir sem aviso. Já li sobre casos de pessoas que estavam em um restaurante, cercadas de amigos, felizes e de repente, o coração disparou, a tremedeira chegou e por aí vai... eu devo dizer que discordo um pouco dessa tese. Por experiência própria, não acho que os ataques vêm “do nada”. Pelo menos eu sempre consigo perceber os sinais de que posso vir a perder o controle. Acho que cada pessoa deve prestar atenção no seu corpo e na sua mente para decifrar os próprios sinais. Talvez essa pessoa que estava no restaurante conversando com os amigos, não tenha percebido que suas mãos estavam começando a suar demais, que seus pensamentos começavam a se tornar incômodos (como: “será que esse jantar vai demorar muito ainda?”, “será que existe algum hospital aqui por perto?”, “será que vou ter tempo de fazer – seja lá o que estiver na mente?”), esses pensamentos ansiosos denotam a emoção se instalando e antes do ataque, o corpo sempre dá algumas dicas. Seria interessante cada um perceber as suas para simplesmente PARAR tudo naquele exato momento, respirar fundo, relaxar todos os músculos do corpo, fechar os olhos e evitar que o ataque se desenrole. Tenha confiança de que você consegue isso.



Agora a dica mais importante que recebi até hoje a respeito do ataque de pânico. ENFRENTE!



Não se apavore se a ansiedade é intensa e desencadeia ataque de pânico, por mais terrível que seja, vai embora num tempo determinado. Se você enfrentar o ataque de pânico, esperando que ele acabe, verá que não é tão longo quanto imaginava. Respirar e relaxar são recursos que ajudam a suportar esses minutos tão dificeis. Não acredite que evitando as situações que você acha que terá o ataque vai ajudá-lo a livrar-se dele, o melhor a fazer é dar-lhe a devida proporção: é “apenas” uma descarga de adrenalina que não mata, nem deixa seqüelas e dura poucos minutos (especificamente de 15 a 25 minutos) Quando você conseguir passar pelo ataque a primeira vez, sem ir ao hospital desesperado por atendimento, sem correr para o meio da rua gritando por socorro, simplesmente respirando fundo e esperando que ele passe, vai ver que não é tão assustador quanto parecia e PRINCIPALMENTE, que ele NÃO MATA, não deixa seqüelas e passa rápido, por mais difícil que seja para sua mente acreditar nisto naqueles minutos.



Não deixe de estar com pessoas por medo de uma crise de ansiedade. Procure prestar atenção nas pessoas à sua volta, tire o foco de si mesmo e pare de se criticar. Aguarde as dicas sobre alimentação e os 7 passos contra a ansiedade no final da série.
Por Vanessa Fagundes (http://vanessa-fagundes.zip.net/)



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