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sábado, 14 de janeiro de 2012

Em nome do Amor vs Vai dar Namoro

O namoro do passado e o namoro nos dias atuais - o que mudou?


Para quem se lembra, na linha dos programas (Namoro na TV - 1982) e "Quer Namorar Comigo?", o (Em Nome do Amor - exibido de 1994 a 2000), recebia participantes que buscavam encontrar um amor em rede nacional. Eles se admiravam com binóculos e, depois, os rapazes escolhiam as moças para dançar. Após o pequeno baile e uma conversa ao pé do ouvido, a dupla tomava sua decisão e respondia à famosa pergunta de Silvio Santos: "É namoro ou amizade?".

Foto de Alessander Ettinger um dos participantes do programa - alessanderettinger.blogspot.com


Em Nome do Amor - O programa era constituido de duas atrações principais, em uma delas um admirador secreto se declarava para seu afeto em rede nacional.

O programa ficou famoso pela pergunta de Silvio Santos: - É namoro ou amizade? A pergunta era feita aos casais depois de uma breve dança, normalmente embalada ao som de Julio Iglesias. Antes um grupo de rapazes e moças ficavam se olhando através de binoculos azuis, depois os rapazes se dirigiam as moças e as retiravam para dançar. Após o pequeno baile e uma conversa ao pé do ouvido, a dupla tomava sua decisão e respondia à famosa pergunta de Silvio Santos: "É namoro ou amizade?".

Antes de fazer a famosa pergunta as moças, Silvio fazia uma breve e bem humorada entrevista aos casais. Para os casais que respondiam sim, um buquê de rosas, os moços rejeitados iam para a repescagem.


Antigamente, bem antes destes programas, o namoro era no sofá da sala sob a supervisão dos pais. A moça tinha horário certo para voltar do baile, para onde só podia ir acompanhada do irmão mais velho. Em muitos casos, beijo na boca era só depois do casamento. Hoje em dia, quanta diferença: os namorados podem passar a noite juntos e pode rolar sexo logo no primeiro encontro. Tanta liberdade ajuda ou atrapalha?

Nos dias de hoje, a história é outra. Em uma micareta, tem gente que beija dezenas de pessoas por noite. Se bobear, o ano inteiro vira um carnaval fora de época: todo mundo fica com todo mundo. A usuária da rede social do Bolsa de Mulher Pedrita acha que essa facilidade modificou o comportamento dos homens. "Depois que apareceu essa moda de 'ficante', muitos só querem ficar e não querem compromisso sério com as gurias", reclama ela, que diz dar valor aos homens que querem namorar sério, à moda antiga.

Os jovens não dão tempo para o jogo da conquista, para o despertar dos sentimentos, quando se prometeram um ao outro. E depois choram por não encontrar um parceiro digno do seu amor... O "ficar" não apenas desestimula um relacionamento mais profundo como alimenta a infidelidade, que aumenta suas estatísticas nos casamentos.
Muitos jovens se vangloriam de "ter ficado" com quatro ou cinco parceiros numa só noite! Não têm nenhuma idéia da necessidade de preservação de sua própria integridade moral!


Na velocidade em que tudo acontece agora, não existe mais daquilo que as mulheres adoram: o romantismo. Antigamente o homem era mais sedutor. "Não tinha essa de só ficar, só sexo. Hoje, com os valores mudados, eles acham que podem ter toda e qualquer mulher que quiserem num estalar de dedos". Isso porque as mulheres não se dão mais ao respeito, o exemplo disso está no quadro 'Vai dar namoro' do Melhor do Brasil, não tenho nada contra, pelo contrário, adoro o Rodrigo Faro, pois ele diverte os telespectadores. O problema é o comportamento da mulherada, que se entregam sem vergonha nenhuma.

Cronologia do namoro
O sexólogo Helio Felipe faz uma espécie de cronologia do namoro. Helio lembra que, no final do século 19, o romancista José de Alencar registrou em seus contos a idealização da mulher e a falta de privacidade que ela tinha. "Por volta dos anos 40, depois da Segunda Guerra, as mulheres conquistaram o namoro no portão com hora marcada, vigiada por pais e irmãos. O comportamento dos casais não ia além de leves toques de mãos. Beijo, nem pensar", afirma.

Helio destaca que só nos anos 50 os rapazes ganharam o direito de atravessar o portão e se instalar no sofá da sala. "Sempre sob o olhar do elemento mais natural da família, a famosa "vela", que era um desocupado (avó ou irmão), que ficava junto ao casal para não facilitar qualquer gesto além de um olhar, um sorriso", explica o sexólogo, sublinhando que sexo só depois do altar.

Até que chegaram os anos 60, Woodstock, a pílula anticoncepcional, a contracultura e o "é proibido proibir". "Beijos, abraços e até filhos precoces despontavam com a rebeldia da época e o sexo acabou banalizado pela facilidade em consegui-lo. Instalou-se a falta de confiança entre os casais e, por conta disso, muitas relações se desfizeram em nome da liberdade, em nome dessa nova ordem", afirma Helio Felippe.

É quando surge a dupla jornada: as mulheres separadas trabalham pelo seu sustento e passam a exigir seus direito, inclusive na cama. "A partir dos anos 80, a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis frearam comportamentos das gerações anteriores", explica Helio, afirmando que a camisinha virou item obrigatório nas relações sexuais.

Só ficar
Segundo o sexólogo Helio Fellipe, os novos tempos e os encontros virtuais facilitados pela internet mudaram ainda mais o comportamento dos jovens que só estão a fim de ‘ficar' e, numa só noite ‘ficam' com o maior número possível de parceiros. "Beija-se quem estiver com a boca aberta", resume ele, lembrando que enquanto elas reclamam da falta de respeito dos homens, eles dizem que elas estão fáceis demais.

"O jovem de hoje mantém uma distância suficiente para não se frustrar e ser frustrado. Existe no inconsciente coletivo dos jovens, um erro de leitura sobre o que é amor, amar, sexo, drogas, música, afeto, pai, mãe... Um verdadeiro bug neuronal", finaliza Helio. [www.bolsademulher.com]


O namoro de antigamente

por JB Costa

Hoje chamam de "ficar"(seja lá o que signifique tal expressão). No meu tempo era namorar.

Primeiro a troca de olhares inebriados, fazendo o coração acelerar a mil, depois o bilhetinho acompanhado do 3x4" e a indefectível pergunta: "Quer namorar comigo?" O reforço para o apelo muitas vezes ecoava pelas madrugadas frias através das serenatas, cujo reportório traduzia a emergência de mais um apaixonado na praça.

O primeiro encontro geralmente dava-se na pracinha. Se a deusa retribuisse com um retrato seu o namoro tacitamente estava firmado. Mas isso era exceção. O de práxis era o suspense que fazia a pretendida(valorizar-se, não é mesmo?),o que atiçava ainda mais a paixão do Romeu. E tome mais bilhetinhos com poesias líricas e apaixonadas.

Rendida a Julieta, o ritual a seguir era o do primeiro contato corporal. O simples toque de mão carecia de rituais só comparáveis à posse da Rainha da Inglaterra. Após feito, as mãos entrelaçadas seria o sinal para a cidade e para o mundo que havia dois apaixonados na praça. O beijo? Demoraria ainda um certo tempo e muitas vezes o primeiro era "roubado".

Agora dramático mesmo era o fim do namoro de forma unilateral. À donzela, caso fosse preterida, restava enxaguar as lágrimas ouvindo melosas canções na radiola ou vitrola. O contrário, ou seja, o "fora" dado no marmanjo tinha por consequência homéricos porres (se houvesse idade) e a contratação de cancioneiros para, à luz da Lua, traduzir a dor de um coração partido. Em ambos os casos, havia a devolução das fotos e das singelas cartinhas ou, se o motivo fosse traição, eram destruídas pelo fogo o que nasceu por outro: o fogo da paixão e do Amor.

Dedico essas músicas a minha primeira e eterna namorada. Aquela que um dia pelo final da década de setenta fez acelerar um coração solitário, hoje não tão jovial, mas ainda pulsante pela paixão. [www.advivo.com.br]

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Adaptado por Folha Newsletter

Textos
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