http://folhanewsletter.blogspot.com.br

sábado, 14 de janeiro de 2012

O que o Brasil deve fazer para ser rico e ter um povo rico

Um país para está bem necessariamente o seu povo também tem que está bem. O Brasil é um exemplo de país que nos últimos cinquenta anos sofreu muito de mazelas das mais variadas matizes afetando o seu povo em todos os sentidos. Felizmente, nesse período não ocorreram guerras, pestes e nem calamidades de magnitude épica.
Entretanto, tivemos ditaduras severas, hipócritas e injustas, aprofundamento da concentração de renda, sérios problemas com dívida externa e inflação de preços que massacrava o povo, notadamente aqueles pertencentes às camadas mais pobres da sociedade brasileira.  Há 25 anos a ditadura, ou o que restava dela, acabou, atualmente a inflação praticamente inexiste, com variação de preços ocorrendo em patamares civilizados, está havendo melhoras significativas nas condições de vidas das famílias mais pobres e a dívida externa do setor público se tornou algo de pouca importância.

Além disso, o nosso parque industrial e de serviços é extremamente moderno e os nossos cientistas, executivos e profissionais são muitos competentes e respeitados em todo o mundo. O Brasil, como deveria ser, tem um perfil bem diferente do que tinha no passado. Infelizmente, um item continua presente em nosso cotidiano afetando os pobres, remediados e ricos: a corrupção e atos aéticos praticados por políticos, funcionários públicos e pessoas que atuam no setor privado. Esse problema é objeto de muitos debates acalorados, divergências, investigações, algumas prisões, muito enriquecimento ilícito, muitas pessoas sofrendo, passando necessidades por falta de recursos que são deslocados para essas atividades ilícitas e uma série de outras consequências. A corrupção praticada em todas as instâncias e em todas as escalas possíveis inibem muitas ações boas para a sociedade, prejudica muitas pessoas e diminui a autoestima do povo brasileiro.

Com tudo isso, ainda assim o Brasil desponta como a maior promessa do Ocidente nos próximos vinte anos. Consolidou-se como a segunda economia da América e está caminhando para suplantar toas as grandes economias da Europa. Será que isso é suficiente para deixarmos muito alegres e representa a nossa condição de grande nação e de um povo rico? Certamente não. As dificuldades em nosso país ainda são imensas e o padrão de vida dos brasileiros médios está muito aquém dos cidadãos dos países que o Brasil ultrapassou ou está prestes a ultrapassar em termos do PIB. Evidentemente que o fato do PIB do Brasil ser maior do que de países como a Itália, Canadá, Espanha, etc. é muito importante e representa a pujança de nosso país, mas isso não significa muita coisa quando muitos milhões de brasileiros não podem comprar o que necessitam e outras dezenas de milhões de pessoas recebem como rendimentos do trabalho valores que as colocam em padrão muito inferior ao do padrão médio de consumo dos europeus ou canadenses.

Muito tem que ser feito para que o padrão de vida do nosso povo seja compatível com os dos países ricos. Áreas como assistência social, saúde, infraestrutura, empreendedorismo, educação e trabalho são essenciais para que possamos vencer esse desafio de crescer economicamente e melhorar na mesma magnitude a vida das pessoas. As prioridades tem que ser mudadas, os incentivos aos empreendimentos devem ser uma das maiores prioridades do governo. Não somente do governo federal, mas dos governos estaduais e municipais. Com a abertura de novos negócios de todos os tamanhos e em todas as áreas possíveis, a consolidação destes e dos já existentes é possível o surgimento de uma classe empresarial forte, estável e próspera que elevem ainda mais a riqueza do país com distribuição de renda e riqueza e proporciona o aumento significativo da renda média do povo brasileiro. As ações do governo são fundamentais para que a economia seja forte, com empresas fortes e com um povo rico.

Concomitantemente é necessário que o padrão de desenvolvimento no país seja o menos desigual possível em termos regionais, quanto menos desiguais forem as regiões brasileiras em termos de renda e riqueza, melhor. Apesar de muitas pessoas serem contra é muito importante, sim, que as regiões e estados menos desenvolvidos sejam contemplados com mais recursos públicos. Políticas que levem educação de alta qualidade para todos, sejam ricos ou pobres, será primordial para que, juntamente com programas de investimentos em infraestrutura, possa seja factível a sentença de que o Brasil será a quinta economia do mundo em dez anos e com a população com padrão de vida bastante razoável. Os serviços de saúde, que trata da melhor coisa que temos: a nossa vida, devem ser tratados também como prioridade. Pode-se acrescentar a segurança, que eleva significativamente o bem estar do povo, viver em lugar segura é o desejo de todos. Tudo isso pode ser feito tanto pelo governo em seus três níveis quanto pela iniciativa privada. Se todos agirem dessa forma e sempre pautados com ética e respeito às pessoas teremos um país muito rico com pessoas ricas e felizes.

por Francisco Castro

0 comentários :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...