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sexta-feira, 30 de março de 2012

Instituto Inhotim: intensa relação entre a arte e a natureza

15:04 By Folha Newsletter , No comments

Complexo de arte no sul de Minas traz diversão e cultura para toda a família


O Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Está localizado em Brumadinho (Minas Gerais), uma cidade com 30 mil habitantes, a apenas 60 km de Belo Horizonte.
Segundo os moradores de Brumadinho, o local foi uma fazenda pertencente a uma empresa mineradora que, no século XIX, atuava na região e cujo responsável era um inglês, de nome Timothy - o "Senhor Tim", que, na linguagem local, acabou virando "Nhô Tim" ou "Inhô Tim".

Pensando em fazer uma viagem em que você possa respirar ar puro, ver coisas novas e ter uma experiência edificante? O Inhotim é a resposta. Situado a 60 km de Belo Horizonte (MG) - ou a 90 km do Aeroporto Internacional de Confins - o belíssimo museu a céu aberto pasma todos os tipos de públicos que vão conhecê-lo: idosos, adultos, adolescentes e até crianças brincam e se divertem, interagindo com obras de arte contemporâneas dispostas em um imenso jardim botânico, que abriga um dos maiores acervos de espécies vegetais do Brasil. Inspire profundamente. Esse é o Instituto Inhotim.

Tudo começou quando um empresário brasileiro do setor de mineração, que já ganhou prêmio de Melhor Colecionador Internacional pela “Arco 2008”, feira de arte da Espanha, decidiu criar um Centro de Arte Contemporânea em uma fazenda localizada na pequena cidade mineira de Brumadinho. Bernardo Paz fundou o Inhotim em 2004, tornando a área verde de 100 hectares em uma janela pela qual os visitantes podem conhecer obras, criadas a partir da década de 60 por artistas brasileiros e estrangeiros.

Jardim de Narciso: 500 esferas de aço inoxidável flutuam sobre um espelho d'água - artista Yayoy Kusama


Sua iniciativa torna-se ilustre e arrojada quando investe em trazer ao público obras de diferentes formas e dimensões, que apresentam multiplicidade de linguagens de artistas renomados e desconhecidos. A experiência de apreciar obras dispostas em um jardim espetacular questiona o espaço limitado das galerias de arte nas cidades.

Calendoscópio do dinamarquês Olafur Eliasson: uma das obras para se interagir


Grandes nomes e novos expoentes ganham luz em 18 galerias espalhadas pelo local, sendo 14 dedicadas a obras permanentes e outras 4 para obras temporárias, além de diversas instalações distribuídas pelo jardim, intervindo com o ambiente. O acervo conta com destaques do panorama nacional e internacional, como Tunga, Cildo Meireles. Hélio Oiticica, Neville D’Almeida, Adriana Varejão, Doris Salcedo, Victor Grippo, Matthew Barney e Rivane Neuenschwander.

Entre as obras que conquistam crianças e adultos está a Cosmococa, de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida, com cinco salas projetadas para aguçar os sentidos. Cada uma esconde surpresas, que vão desde uma piscina em que se pode nadar até redes de descanso para deitar e ouvir Jimi Hendrix.

Outra instalação imperdível é Sonic Pavilion, do norte-americano Doug Aitken. Microfones instalados em um túnel de 200 metros de profundidade no solo captam o som da terra em tempo real por meio de um sistema de equalização e amplificação. Experiência única que deixa os pequenos e os grandinhos boquiabertos.

Dor de cabeça - Esculturas de Edgar de Souza


Você conhece as atrações de Inhotim enquanto caminha pelos jardins, que sofreram influência do artista plástico e paisagista Roberto Burle Marx, e cruza lagos de água verdinha com um teto de céu azul. Veem patos, cisnes e confere uma coleção botânica de 4.500 espécies. Para se ter uma ideia da rica diversidade ambiental, o parque cultiva uma das maiores coleções brasileiras de palmeiras, a maior coleção viva de Araceae da América do Sul (família que inclui de imbés a antúrios e copos-de-leite) e 334 tipos de orquídeas. Ao todo, são cerca de 170 famílias botânicas, as quais muita gente nunca imaginou que pudessem existir.

Espelhos feito com aço inox - artista Dan Graham


Continente Nuvem - artista Rivane Neuenschwander


Para fazer uma viagem tranquila e aproveitar o complexo de arte no sul de Minas, dois dias são suficientes. É preciso ter disposição para caminhar, levar óculos de sol, protetor solar, roupas leves e confortáveis. Também é possível se deslocar pelo parque com carrinhos elétricos, que levam os visitantes a qualquer parte. O parque possui excelente infraestrutura, com ótimos restaurantes e lanchonetes, banheiros bem localizados e eficiente sinalização. Os guias também são fáceis de achar pelo caminho e bem dispostos a ajudar. Enfim, o passeio garante um programa diferente e encantador, entretendo e, ao mesmo tempo, instruindo toda a família.

Por Folha Newsletter | Azul Linhas Aéreas Brasileiras | www.voeaezul.com.br

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