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terça-feira, 22 de maio de 2012

O aumento da inadimplência do consumidor

O Aumento da Inadimplência do Consumidor


A inadimplência do consumidor aumentou 4,8% em abril, na comparação com março, puxada por dívidas não pagas de cartões de crédito, dívidas com financeiras, leasing, empréstimos e outros compromissos não bancários. É uma variação mensal considerada alta do Indicador de Inadimplência do Consumidor.

Como Especialista Financeiro trato o assunto como prioridade, pois as pessoas inadimplentes não somente são das classes mais baixas, do tipo (C), mas sim de todas as classes de um modo geral, em destaque alto para a classe considerada (A), pois não somente pelo alto padrão na escala social, como também pelos salários mais altos e mesmo assim ainda acarretarem índice de inadimplência.

Em relação a abril de 2011, a alta foi de 23,7%. A expansão no encerramento do primeiro quadrimestre chegou a 19,6% ante a mesma base de comparação de 2010. A inadimplência não bancária (cartões de crédito, financeiras, leasing, capitais de giro, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) subiu 8,8% antes março e foi a maior responsável pelo avanço do índice em abril. Esse item contribuiu com 35 pontos percentuais do aumento de 4,8% observado no mês.

Com esses dados à conclusão que descrevo é a seguinte: “não importa a quantidade de dinheiro que ganhamos, mas sim a quantidade de dinheiro que gastamos”. Nós temos características de seres humanos consumistas, ou seja, vemos coisas, desejamos e logo compramos. Não importar a forma de pagamento, a dinheiro, cartão de crédito, crediário, cheque pré-datado, financiamento dentre outros. Temos que realizar o desejo de compra. Isso e nada mais.

Também puxaram o indicador para cima as dívidas com bancos que apresentaram alta de 4,3%. Já títulos protestados e emissão de cheques sem fundos recuaram, respectivamente, 13,7% e 7,4% em abril antes março. Os bancos... Esses tem papel fundamental no déficit mensal da população, pois utiliza uma estratégia de marketing convencional, um álibi centrado e convincente de que a melhor coisa a ser feita é: “um negócio bancário”.

Como Especialista em Finanças trabalho com Educação Financeira, e no que bem sei e entendo sobre isso, um empréstimo bancário ou financiamento bancário não é um bom negócio. Ninguém nunca sairá ganhando em um empréstimo bancário, por menor que seja a taxa de juros... ”você sempre perderá dinheiro”. É claro que a sempre uma exceção no fato explicitado. Se realmente necessário e não há alternativa, a solução imediata pode ser realmente os bancos.

Educação financeira nada mais é que educar suas finanças de acordo com o recebível mensal, ou seja, equilibrar seus gastos mediante seu salário. No caso de já está endividado a diga é não comprar mais desnecessariamente e parcelar a divida no menor prazo possível e cabível no orçamento com a menor taxa de juros possível, evitando com isso perca de dinheiro em longo prazo a achar que estar sobrando dinheiro na conta e acabar caindo nas tentações de novas compras.

Será que para vivermos felizes e tranquilos precisamos realmente de tudo que vemos e está disponível nas prateleiras das lojas, nas concessionárias, nas imobiliárias e no comércio em geral. Mas a pergunta primordial é: “realmente posso no momento me dar o prazer de ter determinado objeto...?”. Nem sempre querer é poder e desejar é ter.

Com a globalização e o grande aumento constante da tecnologia são lançados diariamente objetos e coisas para atender o desejo da população, mas nem sempre nosso orçamento está acompanhando tal evolução, com isso gerando o aumento da inadimplência. Ter sonhos não significa realiza-los imediatamente muitas das vezes, mas sim ter paciência, ser persistente e correr atrás de realizar suas metas, desejos e sonhos de vida. Afinal sonhos te levam a ações, e ações geram resultados.

A dica final que deixo é: seja cauteloso nos desejos, cuidado com as tentações, mas objetivo na realização.

Sucesso a todos.

Por: Robson Carvalho de Menezes


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