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sexta-feira, 25 de maio de 2012

A prática da pirataria: Quem pratica não acha erro nisso

Com a revolução da tecnologia que barateou tremendamente os custos das informações, das telecomunicações e da reprodução de muitos produtos e serviços com a obtenção de bastante similaridade com original abriu-se caminho para a prática da falsificação.
Com a pouca noção da grande maioria das pessoas de que ao comprar um produto ou serviço por um preço que equivale à uma fração do original ou até mesmo os obtém de graça (como ocorre com produtos ou serviços como música, programa de computador, filmes, etc) não está praticando um ato não ético muito menos que está praticando um crime, tem-se uma quantidade enorme do uso da pirataria no mercado brasileiro. Os prejuízos são muito grandes para gravadoras, produtoras, autores de música, livros, filmes e mais uma infinidade de coisas que as pessoas usam sem que os verdadeiros donos sejam remunerados por isso.

A falta de punição para quem repassa e para quem recebe esses produtos e serviços falsificados torna essa indústria da pirataria bastante promissora e tem deixado muitas pessoas ricas. Quanto mais caro o produto original ou serviço origina e menor a probabilidade das pessoas serem punidas por usar essas falsificações, principalmente quando existe uma demanda, seja para uso como lazer (no caso de música, filmes, etc.) ou para utilizar em algum equipamento ou para o dia a dia (programas de computador, roupas, calçados, etc.). É notório que muitas vezes, se ver pela mídia, ou até pessoalmente, a polícia prendendo mercadorias, fechando estabelecimentos comerciais, mas logo depois as pessoas voltam a praticar esse tipo de ilícito simplesmente porque os ganhos são bastante interessantes mesmo havendo uma certa punição. As punições deveriam ser mais fortes para que a incidência fosse menor.

Essas punições ocorrem praticamente somente nas grandes cidades, nas menores são quase que inexistentes. Não são raras pessoas que conseguiram obter grandes recursos gravando e vendendo música e filmes piratas. Nas cidades mais afastadas dos grandes centros isso ocorre com a maior naturalidade haja vista que a punição passa longe e os mais “espertos” conseguem mudar radicalmente de vida graças a essa prática ilegal, criminosa e prejudica muitas pessoas. Enquanto não houver uma forma de atacar esse problema com punição para quem pratica isso, tanto quem repassa seja por meio de algum pagamento ou de graça, seja por meio físico (entregando o produto ao consumidor final) seja por meio eletrônico (baixar música, filme) quanto para quem recebe para uso próprio não se obterá êxito ao combate de pirataria no Brasil. Mais difícil ainda é encontrar meio que dificulte o processo de funcionamento da pirataria dado que os meios existem em todos os lugares, até mesmo nos mais profundos rincões das zonas rurais do nosso país.

Estima-se que quase 50% dos CDs e DVDs vendidos no Brasil sejam piratas, isso sem considerar aqueles que as pessoas copiam e distribuem para os amigos e familiares. Embora muitas empresas como gravadoras e produtoras tenham disponibilizado lojas virtuais nas quais as pessoas podem baixar música, filmes, etc. por R$ 2,00, R$ 4,00 ou outros valores, mas muitas pessoas preferem as piratas. Com a tendência da universalização do uso do computador no país e seguindo o mesmo caminho o uso da internet, tornou-se quase impossível os donos dos produtos e serviços que são pirateados conseguirem vencer essa luta contra os falsificadores e piratas diversos em todas as suas formas.

Apesar de existir um certo empenho do governo federal dos governos de vários estados de das prefeituras dos grandes municípios para combater a pirataria a imaginação dos piratas e os meios que eles dispõem tornam quase que inglórias essa lutas das autoridades contra tudo isso. O envolvimento das pessoas com a pirataria é muito maior do que se imagina. De acordo com uma pesquisa realizada em 2010 com 10,6 milhões de usuários de internet no Brasil pela TIC DOMICÍLIOS, 41% desses usuários foram classificados como piratas por baixarem música, filmes etc. de graça. Assim, pode-se dizer que é impossível combater a pirataria no Brasil. Pode até obter vitórias em algumas áreas e em alguns momentos, mas quem pratica esse tipo de ato sempre estará a postos para voltar a praticar de outra forma, talvez com outros meios e de forma mais sofisticada.

Por Francisco Castro

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