http://folhanewsletter.blogspot.com.br

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O Bóson de Higgs e o evolucionismo

10:25 By Vanessa Fagundes (vanessafagundesadv@gmail.com) No comments

A evolução da vida na Terra já está cientificamente comprovada. Os criacionistas se apegam a poucas lacunas que, com o passar do tempo e o desenvolvimento da ciência, vão sendo devidamente preenchidas.

Cito somente um exemplo clássico da irredutibilidade complexa (argumento mais plausível para o criacionismo, mas ainda assim, com o avanço da ciência, os exemplos vão se acabando), o sistema imunológico.

A aparente irredutibilidade do sistema imunológico é um dos exemplos criacionistas que sobram, pois vive de lacunas na ciência para justificar sua tese (como se as lacunas SÓ pudessem ser substituídas por Deus), até que essas lacunas sejam preenchidas pelo conhecimento, como aconteceu com a aparente irredutibilidade do olho e das asas.

O autor da teoria da irredutibilidade complexa foi colocado para depor sobre o tema, nos Estados Unidos - só lá esses absurdos jurídicos acontecem...

Michael Behe (autor de “A Caixa Preta de Darwin”) foi perguntado sobre o sistema imunológico e a sentença do juiz foi assim: “...o professor Behe foi questionado sobre sua alegação, feita em 1996, de que a ciência jamais encontraria uma explicação evolutiva para o sistema imune. Ele foi colocado diante de 58 publicações avaliadas por pares acadêmicos, nove livros e vários capítulos sobre imunologia de livros didáticos a respeito da evolução do sistema imunológico, no entanto ele simplesmente insistiu que isso ainda não era evidência suficiente da evolução... por sorte, existem cientistas que pesquisam em busca de respostas para a pergunta sobre a origem do sistema imunológico...seu empenho nos ajuda a combater e curar condições médicas graves. O professor Behe e todo o movimento do design inteligente, pelo contrário, não estão fazendo nada para obter avanços no conhecimento científico ou médico, e estão dizendo às gerações futuras de cientistas:não liguem para isso.”

Nesse mesmo sentido, choveu de criacionistas dizendo que a construção do acelerador de partículas do CERN era um desperdício de dinheiro, pois nunca acharam o bóson de Higgs e, ao contrário, encontraram evidências de que ele NÃO existia... tais falácias foram desmentidas anteontem.

Como a evolução das espécies fica evidenciada a cada dia, os criacionistas começaram a se apegar à origem da vida, que é um pouco mais complicada de comprovar evolutivamente, pois não está escancarada em fósseis que evidenciam as fases evolutivas das espécies.

Faltava o Bóson de Higgs... ele é chamado inadvertidamente de “partícula de Deus”, mas de Deus não tem nada, pelo contrário, substitui sua “mão” na hora de criar a matéria.

Em termos bem leigos, o bóson é o estado imediatamente anterior à matéria. Seria aquele “sobrenatural” ou a “coisa imaterial” de onde surgiu a matéria e, bilhões de anos de evolução depois, a vida.

A lição que tiramos é que quanto mais evoluímos como seres pensantes, mais descobrimos realmente como as coisas funcionam. E, segundo Richard Dawkins, deixar de lado a ciência por medo do inferno (afinal, o fim dos tempos é marcado pelo avanço do conhecimento, certo?) é uma opção de preguiçosos. É mais fácil acreditar no sobrenatural do que tentar entender física, matemática, química e biologia... Em “Deus – um delírio”, Dawkins diz que a sociedade não precisa de religião para ser boa, pois fazer o bem com medo de ser punido, não é genuinamente fazer o bem.

Por Vanessa Fagundes, originalmente em www.vanessa-fagundes.blogspot.com

0 comentários :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...