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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Mulheres sofrem ataques brutais no mundo inteiro

16:44 By Folha Newsletter , No comments

A violência contra a mulher tem crescido em diferentes países do mundo, chamando a atenção da comunidade internacional para os ataques cada vez mais agressivos contra mulheres de todas as idades.
Na última terça-feira (7), foi celebrado no Brasil o 6º ano da lei Maria da Penha, que facilitou as denùncias das mulheres contra os agressores. Mesmo assim, ainda são frequente os casos que não chegam à polícia e acabam em morte.

Na maioria das situações, o ex ou os atuais companheiros são os responsáveis pelos crimes. Nesses casos, os homens atacam com as próprias mãos ou planejam o ataque e contratam outra pessoa para cometer o crime.

Países como Paquistão, Afeganistão, Colômbia e o próprio Brasil já foram palcos para ataques chocantes que resultaram em mutilações, rostos desfigurados e mortes.



Montagem/Daily Mail/Reuters

Patricia Lefranc é protagonista de um dos casos mais famosos de ataques realizado por ex-companheiros. A belga, de 48 anos, ficou desfigurada após seu ex-namorado lançar ácido sulfúrico em seu rosto e corpo em 2009, após Patricia por fim no relacionamento do casal.



Shah Marai/AFP

O caso da jovem afegã Sahar Gul, de 15 anos, chocou o mundo em dezembro passado.
Sahar passou meses sendo torturada pelo marido e pela família dele. Ela chegou a ser queimada e teve as unhas das mãos tiradas à força. A adolescente foi encontrada pela polícia afegã quando ela estava trancada em um porão sem janelas na casa de seus sogros.
A Justiça do Afeganistão condenou a sogra de Sahar, seu sogro e sua cunhada a dez anos de prisão. Até maio deste ano, o marido continuava foragido.
Em depoimento, a jovem contou que foi submetida às torturas após ter se recusado a se prostituir.
Sahar foi obrigada a se casar no início de 2011 — quando tinha apenas 14 anos — com um homem de 30.



Montagem/Reprodução/ABC News

Aisha Mohammadzai, também do Afeganistão, ficou conhecida mundialmente após ter sido atacada, perdendo parte do nariz e as orelhas.
Aisha sofria constantes abusos da família de seu marido, que a maltratavam e a obrigavam a dormir no estábulo com os animais. Quando Aisha tentou escapar, a família a perseguiu e, quando a encontrou, mutilou seu rosto.
Aisha foi para os Estados Unidos, onde passou por uma cirurgia para reconstrução de seu rosto.
Afegã que perdeu orelhas e nariz tenta refazer a vida nos EUA.
A operação foi financiada pela Fundação Grossman Burn, que luta pelo fim da violência contra as mulheres. Na imagem, Aisha após o ataque a depois de sua cirurgia, com o nariz reconstruído.



AP

Fakhra Younus, dançarina de 33 anos, sofreu, em 2000, um ataque com ácido no Paquistão, supostamente realizado pelo marido, Bilal Khar.
Fakhra e Khar foram casados durante três anos, até que a mulher o deixou, alegando abuso físico e verbal.
Fakhra contou às autoridades que havia dito para o ex-marido que estava hospedada na casa de sua mãe e, enquanto dormia, Khar entrou na casa e despejou ácido em seu rosto.
Em março deste ano, Fakhra se jogou do sexto andar do prédio em que morava, em Roma, onde estava para uma série de cirurgias para reconstrução de seu rosto.



BBC

Também no Paquistão, Allah Rakhi foi atacada pelo marido, há 32 anos atrás.
Allah tentou fugir das agressões do marido, que a perseguiu e, ao alcançá-la, sentou em cima da mulher e cortou seu nariz com uma lâmina.
No início do mês de agosto, Allah passou por uma cirurgia que reconstruiu seu nariz. O médico responsável pela operação, Hamid Hassan, usou um peçado de uma das costelas de Allah e pele da testa da mulher para recriar o órgão.
Hassan, que fez a cirurgia gratuitamente, trabalha voluntariamente em uma organização que ajuda vítimas dos chamados crimes de honra.
Em declarações a amigos, o marido de Allah, Ghulam Abbas, disse que o caso "foi tudo culpa da mulher"



Reprodução/HindustanTimes

Em julho deste ano, o sofrimento da indiana Sita Chauhan foi revelado ao mundo: seu marido, o mecânico Sohanlal Chauhan, perfurou sua vagina e, todos os dias, colocava um cadeado no local antes de sair para trabalhar.
Segundo autoridades, o homem decidiu colocar um cadeado na mulher para "garantir sua fidelidade" à ele.
O caso foi descoberto pois Sita foi encaminhada ao hospital após uma tentativa de homício. Ao ser preso, Chauhan confessou que instalou o cadeado há quatro anos e que o abria todos os dias ao chegar em casa.



Reprodução/nytimes.com

Também na Índia, um homem causou revolta ao cortar a cabeça da filha com uma espada.
O pai, identificado como Oghad Singh, se entregou à polícia depois de decapitar a filha, usando um tipo de espada cerimonial.
De acordo com as autoridades locais, Singh cometeu o crime por não aprovar os relacionamentos amorosos da filha que, segundo ele, "manchavam a honra da família".
Singh foi indiciado por homicídio. Na imagem, o pai no momento em que chegou à delegacia. No detalhe, o corpo da menina após o crime.



Reprodução/Rede Record

A modelo britânica Katie Piper sofreu queimaduras de terceiro grau e ficou desfigurada após sofrer um ataque com ácido realizado pelo ex-namorado.
Com o ataque, Katie ficou parcialmente cega, mas teve a visão recuperada após uma cirurgia com células-tronco, no início deste ano. Katie fez também mais de cem cirurgias para restaurar a pele do rosto.
Câmeras de segurança registraram o momento em que Daniel Lynch, ex-namorado da modelo, atravessa a rua em direção à mulher e joga ácido em seu rosto. Enquanto Katie agoniza e grita, Lynch corre para o outro lado, fugindo.
Após sobrevier ao ataque, Katie criou uma fundação que ajuda vítimas de queimaduras em todo o mundo.



Reprodução/dailymail.co.uk

Crimes brutais contra mulheres também já aconteceram nos Estados Unidos. No final de 2011, Deloris Gillespie, de 64 anos, foi queimada até a morte dentro de um elevador, na cidade de Nova York.
Deloris foi atacada por um homem quando tentava sair do elevador, no quinto andar do edifício. Depois de ser atingida por um spray com líquido inflamável, a mulher foi queimada viva pelo criminoso.
Logo após o ataque, a polícia americana anunciou a detenção de Jerome Isaac (à direita, com queimaduras no rosto), de 47 anos, que confessou o crime.



Getty Images

Na Colômbia, o crescimento do número de ataques com ácido contra mulheres colocou o país ao lado de Paquistão e Bangladesh, conhecidos pela agressividade contra as mulheres.
De acordo com o jornal britânico Daily Mail, pelo menos 250 mulheres sofreram desfiguradas por ataques com ácido na Colômbia nos últimos três anos. Nos primeiros meses de 2012, as estatísticas desse tipo de ataque já havia superado o ano inteiro de 2011.
Segundo autoridades locais, o número de ataques do gênero pode ser ainda maior, já que muitas mulheres têm medo e/ou são ameaçadas, desistindo de denunciar o agressor à polícia.
Na imagem, a colombiana Maria Cuervo, vítima de ataque com ácido, mostra como era antes do ataque, que a deixou desfigurada.



Getty Images

A colombiana Consuelo Cordoba, de 51 anos, lembra-se do ataque que sofreu há 11 anos, em Bogotá.
Até hoje, Consuelo tem que usar uma máscara para se proteger contra infecções e um tubo para conseguir respirar pelo nariz.
Assim como muitas vítimas de ataques do gênero, Consuelo não consegue encontrar um emprego, graças a sua aparência.
A onda de ataques com ácido fez com que as autoridades da Colômbia mudassem as leis do país, aumentando a pena para os responsáveis pelos ataques. Antigamente, a pena ia de seis meses a dois anos de prisão. Hoje, a sentença máxima pode chegar a 20 anos.



Reprodução/Rede Record

No Rio de Janeiro, o jovem Thiago Ferreira do Nascimento foi preso acusado de atear fogo no corpo da mulher, Alessandra Pereira dos Santos, que acabou morrendo devido às queimaduras. O caso aconteceu em Rio das Pedras, em julho deste ano.
Thiago nega as acusações e afirma que Alessandra ateou fogo no próprio corpo por não aceitar o final do relacionamento do casal.
De acordo com a polícia, porém, Thiago atacou a mulher durante uma crise de ciúmes e, após agredí-la, incendiou seu corpo. Com o fogo, Thiago teve queimaduras de terceiro grau na barriga.
Alessandra, que tinha quatro filhos, foi levada às pressas ao hospital, mas acabou falecendo.
Na imagem, Thiago na delegacia, no dia em que foi preso. No detalhe, Alessandra, que tinha 27 anos.



Reprodução/Rede Record

Em maio deste ano, Selma Lúcia de Sales, de 53 anos, morreu após ser queimada pelo próprio marido, identificado como Giovane de Souza Lanna, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Segundo testemunhas, o casal estava em um ponto de ônibus na área central de BH, quando começaram a discutir. Giovane teria saído do local e ido até um posto de gasolina próximo ao local, onde teria comprado um galão de gasolina.
Quando voltou, Giovane teria jogado o combustível na mulher e ateado fogo em seu corpo.
Na imagem, o momento em que Selma dá entrada no hospital, gravado por um cinegrafista amador. Selma teve cerca de 90% do corpo queimado e não resistiu aos ferimentos.

Do R7.COM

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