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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Botos auxiliam no tratamento de crianças portadoras de deficiência

Uma interação especial está beneficiando diversas crianças portadoras de deficiências no estado do Amazonas. A Bototerapia auxilia no tratamento, além de incentivar a preservação do boto-vermelho e de toda a fauna da região.



Foto: Diogo Lagroteria

O principio da terapia é proporcionar ao recuperando o contato direto com o animal, nas águas do Rio Negro. Os animais são mansos e rspondem muito bem aos estímulos humanos, possibilitando que as crianças brinquem, sintam a textura e aprendam sobre a história dos botos, que figuram na lista de animais ameaçados de extinção. Simultaneamente, os especialistas fazem trabalhos de desenvolvimento da motriciade e percepção das crianças.

Os resultados são animadores, de acordo com o fisioterapeuta Igor Simões Andrade, criador da iniciativa: “A terapia pode, por exemplo, ajudar uma criança muito agitada, que não dorme, hiperativa. Ela entra em contato com o animal e com o tempo acaba cochilando no barco, coisa que nunca aconteceu. Para cada caso, tem uma coisa que favorece o tratamento”, diz o fisioterapeuta ao Globo Natureza.

Igor faz questão de mencionar que a Bototerapia não substitui nenhum tratamento específico, mas auxilia, sobretudo aumentando o poder de concentração e a auto-estima da criança: “Nós queremos ajudar a criança, complementar. Por exemplo, uma criança com autismo e que não tinha foco, não prestava atenção em nada, o pai hoje diz que houve uma melhora geral, que ela têm mais foco”, afirma o fisioterapeuta.

As crianças atendidas pelo projeto tem todas as despesas pagas pelo patrocinador da iniciativa, e a procura é imensa. Conforme outras empresas se associarem, mais crianças portadoras de deficiência poderão ser beneficiadas.

O boto, também chamado peixe-boto, franciscano e toninha, é um mamífero da ordem Cetacea, nativo da Amazônia e das costas do Atlântico, Pacífico, Índico, Mar Adriático, Mar Arábico, Mar Cáspio, Mar Vermelho e Golfo Pérsico e que é parecido com um golfinho. Os botos são dos poucos únicos mamíferos dessa ordem que possuem representantes vivendo exclusivamente em ambientes de água doce, sendo considerados, por alguns zoólogos, como as espécies atuais mais primitivas de golfinhos.

Boto vermelho e Boto cinza


Gêneros

O boto-cinza ou tucuxi (Sotalia fluviatilis, da família Delphinidae) é dividido geralmente em duas subespécies: uma marinha e outra fluvial. A marinha, S. f. guianensis, distribui-se no Atlântico, a partir de Florianópolis (em Santa Catarina, no Brasil) para o norte. A aquática, S. f. fluviatilis, vive nos rios da Amazônia.

Phocoena spinipinnis, da família Phocoenidae, é marinho e vive a partir de Santa Catarina para o sul.

O boto-vermelho ou boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis), da família Platastanidae, de água doce, é endêmico dos rios da Amazônia, e está colocado na categoria "vulnerável" da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais.

Também vulnerável (ameaçado no Brasil) é o golfinho-do-rio-da-prata (Pontoporia blainvillei, Platastanidae), marinho, que vive do Espírito Santo para o sul.

Adaptado por Folha Newsletter do Greenvana | com informações de G1

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