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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Cuide-se bem com a dieta mediterrânea em versão brasileira

00:45 By Folha Newsletter , No comments

O bem estar do coração dos brasileiros pode melhorar graças a uma inspiração que vem do Mediterrâneo. Apesar da distância geográfica, uma inciativa que une o Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração (IEP/HCor) e o Ministério da Saúde usa como base a combinação nutricional dos habitantes da região que fica encravada entre a Europa Meridional, a Ásia Ocidental e a África Setentrional.

Veja também:
* Os benefícios da dieta mediterrânea
* Cardápio dieta do mediterrâneo


Foto: iStock
O Programa Alimentar Brasileiro Cardioprotetor substitui alguns itens originais da dieta mediterrânea por ingredientes genuinamente nacionais, que são mais baratos e estão ao alcance de um maior número de pessoas. Sopa de feijão, milho, suco de uva e tapioca, por exemplo, ocupam o lugar de atum, vinho e azeite extravirgem.

O cardápio promete prevenir doenças cardiovasculares, tanto em quem já sofreu acidentes cardíacos quanto em pessoas com maior risco de entrarem no grupo, devido à hipertensão ou colesterol alto. Os pratos devem conter uma quantidade mais robusta de alimentos ricos em vitaminas, minerais e fibras, ter menor presença de alimentos com níveis maiores de gordura saturada e consumir ainda menos, alimentos com maior quantidade gordura, sal e açúcar.

"A alimentação equilibrada é importante para a redução dos fatores de risco e, principalmente, das chances de desenvolvimento de diversas doenças. Entretanto, quando se fala em alimentação saudável ou equilibrada, a primeira ideia é a de uma refeição extremamente restritiva ou, muitas vezes, inacessível à população brasileira", explica a superintendente de Qualidade e Responsabilidade Social do HCor, Bernardete Weber.

Embora haja fatores de risco não modificáveis - como idade, sexo e predisposição genética -, mudanças nos aspectos comportamentais - com especial destaque a alimentação - podem evitar o aparecimento de doenças crônicas, como as cardiovasculares.

Bernadete acredita que as mudanças na escolha alimentar da população brasileira nos últimos 20 anos apontam para o crescimento da ingestão de alimentos industrializados, que têm elevada proporção de gordura saturada e de açúcar, além de possuírem baixo teor de fibras.

Benefícios
O vinho e o azeite de oliva são as estrelas da dieta mediterrânea original. O cardápio é completado com a ampla ingestão de produtos do reino vegetal e de frutas vermelhas, além da redução do uso de gordura animal.

"Os principais benefícios dessa dieta são a redução da incidência de doenças cardiovasculares, aterosclerose e hipertensão", explica o médico nutrólogo e responsável pelo Serviço de Terapia Nutricional do HCor, Carlos Daniel Magnoni.

A dieta mediterrânea "à brasileira" promete os mesmos ganhos. Os principais elementos do cardápio adaptado são: óleo de canola; cereais integrais; grãos integrais; consumo de sucos, leite e derivados; fracionamento da dieta em cinco refeições por dia; restrição ao consumo de carboidratos no período da noite; aumento da atividade física.

A dieta mediterrânea é conhecida como uma das mais saudáveis para o coração. Contudo, alguns críticos citam que os estudos sobre as benesses do cardápio foram feitos na década de 1950, com os habitantes da ilha grega de Creta. Naquele tempo, a população se mantinha sobretudo à custa de trabalho braçal no campo e consumia bem menos calorias do que atualmente. Além disso, a dieta não contemplava misturas com alimentos industrializados ou importados de outras regiões do globo.

"De fato, não adianta seguir uma dieta mediterrânea com um estilo de vida de São Paulo, por exemplo, que engloba estresse e sedentarismo. A alimentação é apenas um dos fatores que devem ser modificados", avalia Magnoni.

O estudo brasileiro
O programa faz parte de um estudo mais amplo, que começou em 2011 e deve ser concluído até o final deste ano. A primeira fase da pesquisa já foi concluída e avaliou o impacto da dieta em 120 pessoas cardiopatas do Rio de Janeiro e de seis cidades do Estado de São Paulo (incluindo a capital), durante oito semanas.

O grupo foi dividido em dois: um seguiu as orientações tradicionais após um acidente cardiovascular, como diminuir a presença de gorduras saturadas na alimentação; o outro, por sua vez, adotou o cardápio do programa.

Os resultados são animadores: foi constatada perda de peso, diminuição da medida de circunferência da cintura e dos níveis de colesterol, glicemia e pressão arterial.

A segunda fase deve envolver cerca de 2.000 pessoas em todo o país. O diferencial dessa etapa é que será possível elaborar diferentes dietas de acordo com as peculiaridades regionais do Brasil. Além de cardiopatas, pessoas com pré-disposição a ter problema cardíaco também farão parte dos estudos. Essa etapa continua até o final de 2014. Veja as sugestões de cardápio na próxima página.

Sugestão de cardápio



Pão integral pode ser consumido no café da manhã.(Foto: iStock)

Café da manhã - Leite e derivados, principalmente iogurte, bem como frutas secas e pães integrais.




Frutas e queijos para o lanchinho. (Foto: iStock)

Lanche da manhã - Queijo e fruta.




Grelhado no almoço. (Foto: iStock)

Almoço e Jantar - Arroz integral e algum grão, como feijão, soja, ervilha ou lentilha. Incluir salada, carne magra grelhada e alguma verdura. A sobremesa deve ser fruta ou compota.




Chazinho é sempre bem vindo. (Foto: iStock)

Lanche da tarde - Chá, frutas ou um lanche com queijo e vegetais.

Por Leonardo Meira | Yahoo Brasil!

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