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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Orquídea brasileira famosa nos EUA

11:27 By Folha Newsletter , No comments

A exposição de orquídeas do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, acontece todo ano e tem como destaque agora a espécie Cattleya intermedia. Premiada pela sociedade orquidófila americana, a famosa orquídea tem pétalas com até nove centímetros de comprimento e detalhes nas cores lilás, rosa e púrpura.


Famosa nos Estados Unidos, a orquídea Cattleya intermedia desencadeia a produção de diversos híbridos


Uma orquídea carioca até no nome: Cattleya Pedra da Gávea

O evento organizado pela OrquidaRio, maior associação orquidófila da América Latina, alcança a 11ª edição com o tema “Orquídeas na Primavera” e tem cerca de 150 espécies expostas. Além da mostra de flores, o visitante também pode frequentar cursos de cultivo (por R$ 80) e participar de atividades gratuitas como oficinas, workshops, peças infantis e palestras. A organização estima que, durante os quatro dias do evento, mais de 15 mil pessoas visitem o local.


um híbrido da orquídea Cattleya


Orquídea híbrida da espécie Cattleya


Mais um híbrido da orquídea Cattleya intermedia

Cattleya intermedia pertence ao Grupo das bifoliadas formado por espécies geralmente altas com pseudobulbos estreitos e duas ou mais folhas na extremidade, em regra com mais flores que os outros grupos, geralmente menores e menos vistosas.

É uma espécie nativa dos estados do sul do Brasil - principalmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina - mas também ocorre no litoral do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Foi levada pela primeira vez para o Reino Unido em 1824, para o Jardim Botânico de Glasgow, na Escócia, pelo capitão Graham, do Royal Packet Service, a pedido de Harrison, morador do Rio de Janeiro. Foi registrada com o nome de Cattleya intermedia pois a sua flor tem um tamanho intermediário entre as Cattleyas.

A sua variabilidade de colorido e de forma é muito grande, existindo flores totalmente albas até rubras, de cor escura, passando por cores suaves, caeruleas (azul-celeste) e roxo-violetas.
No sul do Rio Grande do Sul esta espécie cresce principalmente na corticeira do banhado (Erithrina cristagalli), em banhados (pântanos cobertos de vegetação) ao longo da Lagoa dos Patos e até a reserva ecológica do Banhado do Taim, a pouco mais de 100 quilômetros da fronteira com o Uruguai. Ocorre também em figueiras, no chão arenoso, à beira da praia das lagoas, em rochas graníticas e em butiazeiros (Butia capitata).

As variedades de Cattleya intermedia podem ser classificadas pela forma do colorido. Assim é que teremos as orlatas, que apresentam uma orla colorida ao redor do tubo do labelo, ou marginatas, com uma margem colorida mais larga e profunda.
Temos as peloriadas ou flameas, em que as pétalas tentam imitar o labelo na sua largura e forma, podendo ser coloridas ou não.

Podemos classificar as flores da Cattleya intermedia pelo colorido do labelo e, entre estas, as mais comuns são as cores vinho, roxo-violeta, suave, ametista, e também pela distribuição homogênea do colorido nas pétalas e sépalas, como concolor, caerulea (azulada), liliásina, alba, rubra e sanguínea.

O cultivo da Cattleya intermedia exige bastante umidade do ar, muito sol da manhã e boa ventilação. O substrato que tem dado melhor resultado é a casca de pinus autoclavada (sem tanino), pedriscos de granito ou até a mistura de ambos em partes iguais, proporcionando uma maior ventilação entre as suas raízes.

Pode ser cultivada com sucesso amarrada a uma árvore nativa como figueira, corticeira ou ipê. Para estimular a formação de botões florais, a Cattleya intermedia necessita de um período frio, de duas a três semanas, com temperaturas abaixo de 15 °C à noite.

Saiba tudo sobre as Cattleyas

Confira as 77 imagens da exposição

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