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sábado, 13 de outubro de 2012

Câncer de mama: e agora?

Nesse momento difícil, ser racional e procurar apoio são pré-requisitos.

Ninguém espera receber a notícia de que vai precisar enfrentar essa batalha, no entanto, desesperar-se pode complicar a situação ainda mais. “A mente é a grande responsável pela nossa cura. Se a paciente se entrega, fica depressiva, acha que vai morrer, suas chances realmente tende a diminuir”, explica o ginecologista Domingos Mantelli. Então, bola pra frente: confira o que deve ser feito ao receber o diagnóstico e faça o possível para manter o pensamento positivo.

Apesar de nem todas as mulheres precisarem e orientação psicológica, toda paciente deve fazer uma autoavaliação de sua condição mental e procurar a terapia se julgar necessário. Trabalhar a mente é o primeiro passo para vencer.

Depois da consulta

• Seja no autoexame ou com a ajuda de seu médico, após a detecção de um nódulo a paciente deve ser encaminhada para exames mais precisos.

• “O próximo passo é a realização de mamografia e ultrassonografia de mamas para determinar a localização exata do nódulo e suas características. Posteriormente o médico saberá se há ou não a necessidade de uma biópsia realizada por punção, para fazer um diagnóstico mais específico”, orienta o especialista.

• Quando o ginecologista percebe algo anormal, encaminha a mulher para o oncologista ou mastologista, médicos especialistas em problemas de mama, entre eles, o câncer.

• Mas quem enfrenta esse problema precisa cuidar da cabeça também. O apoio familiar deve ser a base para encarar o câncer de frente.

• Não se deve ter receio de contar para os parentes e amigos mais próximos: assuma o problema e deixe claro que precisa do otimismo de todos para superar a doença.


Humanização

• O oncologista é quem vai acompanhar todo o tratamento junto à paciente, por isso, essa relação deve ser estreita.

“O principal é ouvir a paciente, tratá-la em sua individualidade, dar tempo para que ela possa refletir, ter tempo para conversar e mostrar-se disponível. É um processo lento, envolve muita confiança”, diz o oncologista Ricardo Caponero.

• O médico comenta que muita coisa evoluiu nos últimos anos para que as mulheres possam se submeter a procedimentos cada vez menos invasivos.
Trabalho de autoestima

O câncer traz sofrimento para pacientes e familiares, mas quando atinge a mama abalando, também, a autoconfiança da mulher.

Entretanto, Ricardo ressalta que houve muitos avanços no que diz respeito á cirurgia para retirada do nódulo e reconstituição mamária.

“Existe uma cirurgia chamada oncoplástica, na qual a mama é reconstituída após a cirurgia para retirada do câncer. Outra técnica realiza a incisão pelo mamilo. Tudo para que se deixe de realizar a mastectomia radical (retirada da mama)”, afirma.


• “Precisa haver um planejamento conjunto para saber como será o tratamento. Alguns colegas dizem: ‘faço pelas pacientes o que gostaria que fizessem comigo’. Mas é importante ouvir também o que a paciente quer que seja feito, finaliza.

Sempre é bom lembrar: "o ideal é a mulher realizar o autoexame pelo menos uma vez por semana, pois desta forma ela irá se familiarizar com a arquitetura de sua mama, e qualquer coisa anormal que venha a palpar, saberá que deve procurar o seu médico", salienta Domingos.


Veja também: Proteja-se do câncer de mama | Se "toque" para este problema


Consultoria:
Domingos Mantelli, ginecologista. Site www.domingosmantelli.com.br.
Ricardo Caponero, oncologista. Site www.clinonco.com.br.

Texto de Tatiana Santos | Revista Malu - Ano 14 - Nº 525 | www.revistamalu.com.br

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