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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Frutos exóticos pelo mundo a fora

17:00 By Folha Newsletter , 3 comments

Kakadu Plum, um fruto da família Terminalia ferdinandiana, conhecido comumente como 'Ameixa de Kakadu', possui o maior teor de vitamina C do mundo.


Pouco conhecida no mundo, o Kakadu Plum é bem consumido na austrália, e, também, muito "azeda".
Também chamada de Gubinge, Ameixa Bode, ou Murunga, é uma planta com flor da família Combretaceae, nativa da Austrália, muito difundida em todas as florestas tropicais do noroeste da Austrália para à leste da Arnhem Land. Sua concentração em vitamina C é de 1000-5300 mg/100g (em comparação com 50 mg/100g de laranjas), possivelmente o mais elevado de qualquer fruto.

Terminalia ferdinandiana é uma árvore de pequeno a médio porte com capacidade de crescer até 32 m de altura, com casca cor cinza-creme, folhas verdes. As flores são pequenas, branco-creme, perfumadas. A floração é de setembro a dezembro. (Hemisfério sul a primavera / verão.) Seu fruto é verde-amarelo, cerca de 2 centímetros de comprimento e 1 centímetro de diâmetro, parecido com a amêndoa, com um bico curto na ponta, e contêm uma grande semente. Eles amadurecem a partir de março.

A medicina popular
Terminalia ferdinandiana foi usada como um medicamento tradicional para o tratamento de inúmeras doenças. Os frutos foram comidos por aborígines australianos em longas caminhadas ou excursões de caça e foram considerados mais valiosos como um medicamento, em vez de alimento. A casca interna da árvore foi usada para tratar uma variedade de doenças e infecções, incluindo feridas e furúnculos. Também é eficaz no controle de infecções fúngicas, como a micose, e no tratamento de infecções bacterianas, incluindo a sua utilização no tratamento da lepra. Um estudo recente relata sobre a atividade antibacteriana.



Mangostão (no inglês 'mangosteen') é uma árvore frutífera tropical de até 30 m de altura com copa cônica, da mesma família das árvores brasileiras bacuri e guanandi. Folhas grandes, duras, de coloração verde-escura e brilhante. Flores grandes de coloração vermelho-escura. O fruto é esférico, vermelho a castanho-escuro, manchado de amarelo, com casca espessa que deve ser cortada delicadamente para não ferir a polpa. Polpa mole, suculenta, de sabor delicado e muito característico que envolve uma única semente oleaginosa. A planta tem a peculiaridade de produzir frutos por partenogênese.

Nativo da região tropical do sudeste asiático, abrangendo também a maioria das ilhas da Indonésia, o mangostão é considerado pelos habitantes desses lugares como a fruta mais saborosa do mundo: "a rainha das frutas tropicais". Verdadeiro "manjar dos deuses", o mangostão foi comparado, por alguns, ao néctar e à ambrosia, alimentos do Olimpo grego.

Ocorre também na China, no Panamá e em Honduras.
Apesar da árvore que dá o mangostão demorar vários anos para começar a frutificar - cerca de 10 anos quando plantada sem enxertia, ou 4 com enxertia - o cultivo da mais "saborosa fruta do mundo" passou a atrair vários migrantes de origem japonesa. Vem sendo plantado no litoral brasileiro com muito sucesso.

O mangostão tem sido produzido no Brasil no litoral da Bahia e agora temos um produtor no oeste do estado de São Paulo.

Principíos Ativos

- O mangostão contém xantonas, que proporcionam uma acção antioxidante, antitumoral, anti-inflamatória, antiviral, antifúngica e antibiótica
- Contém ácido hidrocicítrico, que aumenta a sensação de saciedade e auxilia na eliminação de gorduras, prevenindo o aumento do colesterol
- As quinonas têm uma acção semelhante às tetraciclinas (antibióticos)
- Os fenóis têm propriedades antimicóticas
- As catequinas e estilbenos são antioxidantes
- É rico em várias vitaminas e minerais



Jatobá também chamada jatobá da mata, jataí, jutaí e pão-de-ló-de-mico, é uma árvore originalmente encontrada na Amazônia e Mata Atlântica brasileira, onde ocorre naturalmente desde o Piauí até o norte do Paraná, na floresta latifoliada semidecidual. No cerrado, ocorre a espécie H. stigonocarpa, também conhecida como jatobá.

O fruto na verdade é um legume indeiscente, de casca bastante dura. Cada legume costuma ter duas sementes e é preenchido por um pó amarelado de forte cheiro, comestível, com grande concentração de ferro, indicado para anemias crônicas. Doces feitos com esta farinha eram muito comuns até o século XIX.

"Jatobá" (árvore com frutos duros) é oriundo do tupi yata'wá. "Jataí" deriva do tupi yata'i. "Jutaí" é oriundo do tupi yuta'i. "Pão-de-ló-de-mico" é uma referência ao pó no interior de seu fruto, que se parece com o pão de ló e que costuma ser consumido pelos micos.

Com altura entre quinze e trinta metros (até 45 metros na Amazônia) e um tronco que pode ultrapassar um metro de diâmetro, suas folhas têm dois folíolos brilhantes com de seis a catorze centímetros de comprimento.

Há registros de exemplares, na Amazônia e no Rio de Janeiro, com altura de quarenta metros e diâmetro maior que três metros. A chamada "árvore de Martius", encontrada por este pesquisador na Amazônia, tinha altura estimada em trinta metros, diâmetro de oito metros, idade entre 2 000 e 4 000 anos e talvez fosse um jatobá.

A polpa do legume é comestível e muito nutritiva. É usada como alimento também pela fauna. A dispersão das sementes - de duas a quatro em cada legume - se dá, em grande parte, por morcegos.

Entre seringueiros e moradores de regiões próximas das florestas onde se encontram, é comum se utilizar a casca da árvore para fazer um chá, também chamado de "vinho de jatobá". Acreditam que este chá é um poderoso estimulante e fortificante. Por volta do início dos anos 2000, para evitar a retirada da casca, a Universidade Federal do Acre desenvolveu um método de extração do vinho do jatobá através de uma mangueira. Os mercados americanos e europeus são grande mercado para os extratos de jatobá.

Em épocas diferentes, desde 1930, foi indicada a comercializada para fins medicinais. A partir do final do século XX, passou a ser estudada por etnobotânicos americanos, sendo consumida nos Estados Unidos com os mesmos fins tradicionais. Como planta medicinal, diferentes partes são usadas por indígenas do Brasil, Guianas e Peru contra diarreia, tosse, bronquite, problemas de estômago e fungos nos pés. Estudos recentes indicam que jatobás antigos podem produzir substâncias com eficácia no combate a alguns tipos de câncer.




Pupunha Bactris gasipaes Kunth, conhecida pelos nomes comuns, pupunheira e pupunha-verde-amarela, é uma planta da família Arecaceae (antiga Palmae). Pode crescer até 20 m e é originária das florestas tropicais do continente americano. É muito conhecida e consumida pelas populações nativas da América Central até a Floresta Amazônica, sendo há séculos utilizada na sua alimentação.

Os frutos são frequentemente consumidos depois de cozidos em água e sal ou na forma de farinha ou óleo comestíveis. Contudo, também podem ser matéria-prima para a fabricação de compotas e geleias.

No Brasil, essa planta é uma solução viável para a indústria palmiteira porque apresenta características agronômicas adequadas para a substituição, com vantagens, de outras palmeiras nativas, como o açaí (Euterpe oleraceae) e a juçara (Euterpe edulis), que são exploradas de forma extrativista e predatória e, por isso, apresentam restrições legais e risco de extinção. O mercado interno brasileiro de palmito é cerca de cinco vezes maior do que o externo, que, no entanto, apresenta uma demanda crescente, devido ao crescento uso do produto na culinária internacional. O cultivo da pupunha é economicamente importante também para a Costa Rica.

Composição por 100 g de polpa (mesocarpo):

164 calorias,
2,5 g de proteínas,
28 mg de cálcio,
31 mg de fósforo,
3,3 mg de ferro,
1.500 mg de pró-vitamina A, caroteno
0,06 mg de vitamina B1
34 mg de vitamina C.

Design Sustentável
A pupunha também é aproveitada na confecção do compensado de pupunha, utilizado na produção de objetos de design e decoração. Trata-se de um compensado obtido a partir de ripas do estipe da palmeira, prensadas horizontalmente com adesivo de base vegetal. A parte aproveitável do estipe da pupunha para a confecção do compensado é a região periférica, considerada como material lenhoso de alta densidade e rigidez, alcançando um acabamento final de altíssima qualidade devido a sua superfície lisa, proporcionada pela sua textura fina.

Como já foi dito, a pupunha é uma palmeira amplamente utilizada na produção do palmito sustentável. Tal produção exige uma demanda contínua de sementes e mudas, originárias de matrizais – grandes áreas de cultivo de palmeiras adultas. Quando atingem maior idade, devido às grandes alturas e à diminuição da produção, que geram aumento dos custos, os produtores são forçados a manejar a touceira para dar lugar ao estipe em frutificação. Esse processo gera como subproduto um volume elevado de estipes, que são abandonados no local. Tal processo gera diversos problemas fitossanitários, como proliferação de doenças e fungos no pupunhal. É justo destes estipes que é fabricado este material, desenvolvido pela Fibra Design Sustentável, através de sua parceria com a ESDI-UERJ (Escola Superior de Desenho Industrial - Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

Este novo material recebeu, em 2005, um dos mais importantes prêmios de design do mundo – o iF Awards - na categoria de novos materiais. O compensado foi consagrado com o prêmio máximo: o troféu Gold. Além de ter sido o único representante da América Latina entre os premiados de sua categoria, foi a primeira vez, em mais de 51 anos de existência do prêmio, que uma instituição de ensino recebeu tal premiação.

O trabalho foi consagrado com este prêmio por representar uma excelente alternativa (não-madeireira) ao desmatamento das florestas nativas para obtenção de madeira. Ao criar um novo processo produtivo em torno da Pupunha, o material agrega valor a um resíduo da agroindústria e permite a ampliação do ciclo de vida da espécie. Com isso apresenta uma nova alternativa de renda para os pequenos produtores rurais, e estimula a produção do palmito de Pupunha ono Brasil, ajudando a preservar outras espécies nativas de palmeiras, que vêm sofrendo com anos de exploração predatória.



Guaraná, açaí e cupuaçu já conquistaram o Brasil e outras partes do mundo. Mas ainda há frutas da Amazônia para descobrir – entre elas o Bacuri uma das frutas mais populares da região norte e dos estados vizinhos, é mais encontrado nos estados do Pará, Maranhão e Piauí, onde é um símbolo da cidade de Teresina. A fruta mede cerca de 10 cm e apresenta uma casca dura e resinosa. Sua polpa é branca, de aroma agradável e sabor intenso.

O bacuri é pouco maior que uma laranja e contém uma polpa branca usada para fazer doces, sorvetes e outras iguarias. Seu látex tem uso medicinal. É um fruto imaturo de cor verde, do tipo baga, globoso.


A Platonia insignis é uma árvore nativa da Amazônia que tem como principal consumidor e produtor o estado do Pará. Sua madeira, bastante resistente e utilizada em construções e na fabricação de móveis, faz com que Paragominas (PA) seja um pólo madeireiro da região.

Esta planta, típica de áreas abertas e clareiras, atinge aproximadamente 35 metros de altura e 1 m de diâmetro. Dos ferimentos da casca de seu tronco, o látex aparece. Este, de cor amarelada, é utilizado como cola e também como emplasto para o tratamento de eczema, herpes e outras doenças cutâneas.



Foto: Embrapa Amazônia Oriental

As flores do bacurizeiro variam isso faz com que a árvore, na época da floração, apresente um belo visual. Possui folhas grandes, rígidas e brilhantes. Sua flor é de cor vermelha, rosa ou branca.

Só forma após dez anos de existência da planta. Possui sabor ácido e adocicado e é rico em fósforo, cálcio, ferro e vitamina C. Bastante apreciado na culinária na forma de sorvetes, licores, tortas, geleias, dentre outros produtos, é digestivo, diurético e cicatrizante. Seu nome, em tupi, significa: "o que cai logo que amadurece" – e é por este motivo que o fruto é colhido somente quando é desprendido naturalmente da árvore.

Cada bacuri possui de um a cinco sementes, de cor amarronzada. Destas, óleo e farelo proteico podem ser extraídos. O primeiro é utilizado na medicina tradicional como antiinflamatório, cicatrizante e para tratamento de doenças cutâneas.




Akee (Blighia sapida) é uma fruta da família Sapindaceae, com originária da África Ocidental, Camarões, Gabão, São Tomé e Príncipe, Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo. É uma planta típica de clima tropical.

Foi introduzida nos trópicos onde se adaptou bem e há um consumo considerável apesar das características da fruta.
Normalmente é propagada por sementes, mas pode ser também via vegetativa; neste caso, inicia a sua produção aos 4 anos.

O nome científico homenageia capitão William Bligh, que levou a fruta de Jamaica ao Royal Botanic Gardens em Kew, Inglaterra, em 1793 e apresenta-lo para a ciência. O nome comum é derivado do Oeste Africano Akye fufo. O termo ackee originado da língua Akan.

A fruta foi importado para a Jamaica a partir de África Ocidental (provavelmente em um navio negreiro) antes de 1778. Desde então, tornou-se uma das principais características das várias cozinhas do Caribe, e também é cultivada em áreas tropicais e subtropicais em outros lugares ao redor do mundo.

O interessante desta fruta é que é tóxica, principalmente quando imatura ou verde; só o arilo, porção esbranquiçada na base da semente, pode ser consumido ao natural e também cozido quando o fruto está maduro, isto é, quando se abre. A parte comestível é oleosa e tem sabor de noz. As sementes não são comestíveis.

Por esse motivo tem de se tomar muito cuidado no seu consumo; melhor cozinhá-la, a parte branca da fruta.

É usada na culinária exótica para bons doces e bolos, pois serve como substituto das nozes em certas ocasiões.



O Rambutão, rambutã, Rambutan ou rambotã é o fruto da rambutaneira (Nephelium lappaceum), uma árvore tropical de tamanho médio, da família das Sapindaceae, que se julga ser nativa do Arquipélago Malaio. O rambutão é um fruto comestível, muito abundante no Sudeste Asiático, sobretudo na Tailândia. É de cor vermelha (podendo raramente apresentar também cor amarela ou alaranjada), com uma casca dura revestida de "espinhos" tenros, assemelhando-se a pequenos ouriços. O seu interior é carnudo, com uma polpa translúcida de cor rosada, de sabor doce e ligeiramente ácido. Contém apenas uma semente (caroço), de cor acastanhada, tóxica, pelo que nunca deve ser consumida com a sua polpa. O seu interior é muito semelhante aos frutos longan e lichia.

A sua designação deriva da palavra malaia rambut, que significa "cabelo". É uma referência ao aspecto externo do fruto, que lembra fios de cabelo.


Frutos maduro de rambutan amarelo da Malásia

Segundo a crença popular, a origem de seu nome, rambutan é nativa da Indonésia e da Malásia. O registro mais antigo de árvores rambutan mostrar que eles foram cultivadas pelas tribos da selva da Malásia em torno de seus assentamentos temporários, uma prática seguida até à data. Rambutan árvores crescem naturalmente na Tailândia, o Vietnã, a Filipinas (onde é também chamado de "laguan"), e em outras partes do sudeste da Ásia, apesar de sua distribuição natural é preciso desconhecido. Ele está intimamente relacionado com vários outros comestíveis frutas tropicais, incluindo a lichia, longan, e mamoncillo. É nativa da Indonésia arquipélago, a partir de onde se espalhou para o oeste para a Tailândia, Burma, Sri Lanka e Índia;. norte para o Vietname e Filipinas.



A carambola é o fruto da caramboleira (Averrhoa carambola), uma árvore ornamental de pequeno porte, da família das Oxalidaceae. Possui flores brancas e purpúreas. É largamente usada como planta de arborização de jardins e quintais. É originária da Índia, sendo muito conhecida na China. Seu sabor é difícil de ser descrito e é, muitas vezes, comparado com várias frutas juntas (limão, ameixas e abacaxi, por exemplo).

Foi introduzida no Brasil em 1817, sendo plantada em praticamente todo o território brasileiro. É muito popular na Região Nordeste do Brasil.

De sabor agridoce, com coloração variando do verde ao amarelo, dependendo do grau de maturação, rica em sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e contendo vitaminas A, C e do complexo B, a carambola é considerada uma fruta febrífuga (que serve para combater a febre), antiescorbútica (que serve para curar a doença escorbuto - carência de vitamina C, e que se caracteriza pela tendência a hemorragias) e, devido à grande quantidade de ácido oxálico, estimulador do apetite. Seu suco pode ser usado para tirar manchas de ferro, de tintas e ainda limpar metais. Sua casca é utilizada como antidisentérico, por possuir alto teor de tanino - cujo poder adstringente pode prender o intestino.

É considerada uma fruta de quintal, pois seu cultivo não é feito em escala, sendo produzida essencialmente em sítios, quintais, granjas e pomares de fazendas. Começa a produzir frutos em torno de quatro anos de existência, dando em média duzentos frutos, podendo durar de cinquenta a setenta anos. A fruta parece uma estrela quando cortada e tem cinco gomos.

Pode ser consumida ao natural ou no preparo de geleias, caldas, sucos e conservas. Cortada em fatias e deixada no fogo brando com açúcar, fica quase da mesma consistência e sabor do doce de ameixa-preta. Na Índia e na China são bastante consumidas como sobremesa, assim como as flores e os frutos verdes, que são utilizados nas saladas.

Pessoas portadoras de insuficiência renal não podem comer carambola, pois esta fruta possui uma toxina natural que não é filtrada pelo rim destas pessoas, ficando retida no organismo e atingindo o cérebro, podendo levar inclusive, à morte. Os sintomas de intoxicação são crise de soluços, confusão mental, convulsões e coma. Portadores de diabetes devem consultar o médico antes de comer, pois podem sofrer de insuficiência renal e não saber.



Kiwano (Cucumis metuliferus) - O pepino africano (cucumis metuliferus), também conhecido como kiwano, kino (Brasil) ou ainda chifrudo, é um fruto comestível oriundo da África, mais concretamente do deserto de Calaari.

A sua forma assemelha-se a um pequeno melão oval, com espinhos grossos. Quando se encontra maduro, a casca possui uma cor alaranjada. A polpa, ligeiramente pegajosa, é verde, com laivos de amarelo, contendo sementes de tonalidade branca, semelhantes às de um pepino. Quando é colhido verde, amadurecendo separado da planta, possui um sabor semelhante a uma mistura de pepino e kiwi. Quando é colhido maduro, possui um sabor semelhante ao da banana. A sua estrutura assemelha-se de certa forma à do maracujá e à da romã. O seu comprimento situa-se entre os 10 e os 15 cm, quando completamente desenvolvido, variando o seu diâmetro entre os 8 e os 10 cm.

É cultivado principalmente no sul e no centro do continente africano e também nos Estados Unidos, em Israel, no Quénia, na Nova Zelândia e, mais recentemente, também na Itália, em Portugal e na Alemanha.



Um chifrudo cultivado em Portugal

O pepino africano é normalmente consumido como sobremesa. É um fruto de efeito visual atraente, dado o contraste entre a casca laranja com espinhos e o verde translúcido da polpa. É consumido cru, com a ajuda, por exemplo, de uma pequena colher. É possível cortá-lo tanto de forma transversal como longitudinal, dependendo da forma como se pretende apresentar no prato, ou da forma como se pretende consumir. Pode também ser utilizado como xarope para uma salada de fruta.

No estado selvagem, o pepino africano contém vestígios de cucurbitacinas, que o tornam extremamente amargo. Esses compostos são tóxicos para os mamíferos e podem provocar vómitos, cólicas e diarreias. Porém, os pepinos africanos cultivados, encontrados no mercado, não contêm cucurbitacinas e não são tóxicos nem amargos.



Pitaia (pitaya), ou, ainda, saborosa, é o nome dado ao fruto de várias espécies de cactos epífitos, sobretudo do género Hylocereus mas também Selenicereus, nativas do México e América do Sul e também cultivadas no Vietnã, Malásia, Israel e China . O termo pitaia significa fruta escamosa, também sendo chamada de fruta-dragão em algumas línguas, como o inglês. Como a planta só floresce pela noite (com grandes flores brancas) são também chamadas de Flor-da-Lua ou Dama da Noite.

Pode ser cultivada de 0 até 1.800 metros acima do nível do mar, desde que as temperaturas sejam em média de 18 a 26°C, com chuvas de 1.200 a 1.500 mm/ano, mas se adapta também a climas mais secos.

Existem três variedades, todas com a pele folhosa:

- Hylocereus undatus, branca por dentro com pele rosa
- Hylocereus polyrhizus, vermelha por dentro com pele rosa
- Selenicereus megalanthus, branca por dentro com pele amarela




A fruta pode pesar entre 150-600 gramas e seu interior, que é ingerido cru, é doce e tem baixo nível de calorias. Da fruta se faz suco ou vinho; as flores podem ser ingeridas ou usadas para fazer chá. As sementes se assemelham às do gergelim e se encontram dispersas no fruto cárneo.

Crê-se que a variedade de interior vermelho é rica em antioxidantes.

- As pitaias de casca vermelha, particularmente, são grande fonte de Vitamina C.

- Pitaias são ricas em fibras e minerais, principalmente fósforo e cálcio. as vermelhas são ricas em fósforo, as amarelas em cálcio.

- As sementes são ricas em gordura poliinsaturada, e as vermelhas em particular possuem pouca gordura saturada.

- Pitaias também possuem quantidades significativas de antioxidantes, que previnem os radicais livres.

- Em Taiwan, diabéticos usam a fruta como substituto para o arroz como fonte de fibras.

- A pitaia supostamente aumenta a excreção de metais pesados e diminui o colesterol e pressão sanguínea. Comer regularmente alivia doenças crônicas do sistema respiratório.



A romã é uma infrutescência da romãzeira (Punica granatum) e não uma fruta. O seu interior é subdividido por finas películas, que formam pequenas sementes possuidoras de uma polpa comestível.

Muito comum aqui no Brasil, mas segundo pesquisadores russos, a romãzeira provém da Grécia, Síria e Chipre e também centro do Oriente Próximo, que inclui o interior da Ásia Menor, a Transcaucásia, o Irã e as terras altas do Turcomenistão, junto com outras plantas frutíferas como a figueira, macieira, pereira, marmeleiro, cerejeira, amendoeira, avelaneira e castanheira.

Estudos mostraram que a romã pode ajudar a reduzir a pressão arterial e ser utilizada na prevenção de alguns problemas cardiovasculares. Um estudo da Universidade Queen Margaret, na Escócia mostra que o seu consumo leva a um aumento de testosterona que pode variar entre 16 e 30 por cento.

Confira: Mousse, Sucos e Xarope de romã



Melânica Cúbica - Durante anos os consumidores tentaram encaixar enormes e redondas melancias em suas geladeiras. Até que um fazendeiro japonês resolveu acabar com esses problemas, criando melancias dentro de caixas. As melancias cresciam e adotavam o formato de seu recipiente. Atualmente, elas são comercializadas até para fora do país, mas cada fruta custa cerca de 160 reais.



Bacupari (O Bacupari-mirim ou Bacupari-anão (Garcinia brasiliensis) é uma fruta nativa do Brasil, Paraguay e Argentina, principalmente nas regiões de floresta Amazônica e Mata Atlântica. A árvore do Bacupari-mirim pode chegar até 3 metros de altura,e produz frutos redondos, pequenos de casca fina e lisa de cor amarela ou laranja, o sabor dos frutos é bastante acido o que leva a ser chamado em algumas regiões pelo nome de Limãozinho.

Adapta-se bem em quase todas as regiões do Brasil e adapta-se tanto a solos mais secos quanto àqueles que retenham mais umidade (os quais parece preferir).

O fruto do Bacupari pode ser encontrado no Brasil da região Amazônica ao Rio Grande do Sul. Hoje em dia é muito difícil encontrar uma árvore dessa fruta, principalmente em regiões urbanas.

A propagação é feita por sementes, plantando em jacazinhos (Balainhos) ou em canteiros, podendo inclusive ser plantada diretamente no solo em covas bem adubadas e férteis deixando o solo sempre úmido.
Não são necessários cuidados especiais, por causa da rusticidade da planta.
O Bacupari-mirim começa a produzir a partir do terceiro ano, sendo que na fase adulta quanto mais sol a planta receber mais adocicados são os frutos.

O Bacupari-mirim é utilizado no reflorestamento de áreas degradadas e na ornamentação de parques, sendo de grande atrativo para a fauna.
Pode ser consumido in-natura (fresco), ou em forma geleias, licores e sorvetes.


Existe outras especies de Bacupari sendo a Rheedia brasiliensis, ela produz frutos redondos com cerca de 3 cm de diâmetro e sabor bastante ácido podendo a árvore chegar a 15 metros de altura, está especie é mais rara e é encontrada somente em florestas silvestres.

Estudos realizados pela Universidade estadual de Campinas e pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba mostram que o Bacupari possui uma substancia chamada Epiclusianona (principalmente na casca) essa substancia pode ajudar na prevenção do câncer de ovário, próstata, rim, língua e pele (melanoma), entretanto os estudos são recentes e não pode-se afirmar se essa substância poderá se tornar um produto de combate ou de prevenção ao câncer pois ainda não se conhece exatamente seus mecanismos de ação.
FONTE: www.lideragronomia.com.br




Tamarindo - Tamarindus é um gênero botânico, pertencente à família Fabaceae. É um gênero monotípico, tendo apenas uma espécie.

O tamarindeiro ou tamarineiro, é originário das savanas africanas, embora seja cultivado principalmente na Índia. No Brasil, o fruto é bastante consumido no Norte e Nordeste do Brasil.

Árvore bastante decorativa, sua altura pode chegar aos 25 metros. O tronco divide-se em numerosos ramos curvados, formando copa densa e ornamental; as folhas são compostas e sensíveis (fecham por ação do frio), flores hermafroditas amarelas ou levemente avermelhadas (com estrias rosadas ou roxas) que se reúnem em pequenos cachos axilares. O fruto - tamarindo ou tamarino - é uma vagem alongada com 5 a 15 cm. de comprimento, com casca pardo-escura, lenhosa e quebradiça; as sementes em números de 3 a 8 estão envolvidas por uma polpa parda e ácida contendo açucares (33%), ácido tartárico (11%), ácido acético, ácido cítrico.

Cem gramas de polpa contém 272 calorias, 54 mg. cálcio, 108 mg. fósforo, 1 mg. de ferro, 7 ug. Vit. A, 0,44 mg. Vit. B e 33 mg. Vit. C.

Usos do Tamarindeiro

Fruto: a polpa, com sabor agridoce, é usada no preparo de doces, bolos, sorvetes, xaropes, bebidas, licores, refrescos, sucos concentrados e ainda como tempero para arroz, carne, peixe e outros alimentos.

Sementes: ao natural servem de forragem para animais domésticos; processadas são utilizadas como estabilizantes de sucos, de alimentos industrializados e como goma (cola) para tecidos ou papel. O óleo extraído delas é alimentício e de uso industrial.

Folhas: o cerne da madeira é de excelente qualidade e pode ser usado para diversas finalidades; forte, resistente à ação de cupins, presta-se bem para fabricação de móveis, brinquedos, pilões, e preparo de carvão vegetal.

Necessidades da planta

Clima. A planta pode ser cultivada em regiões tropicais úmidas ou áridas. A temperatura média anual deve estar em 25°C, e as chuvas anuais entre 600 e 1500 mm.
A planta requer boa intensidade de luz e é sensível ao frio.
Solo. Devem ser profundos, bem drenados, pH entre 5,5 e 6,5, de preferência areno-argilosos. Solos pedregosos e sujeitos a encharcamento devem ser evitados.
FONTE: www.lideragronomia.com.br



Pequi é uma árvore nativa do cerrado brasileiro, cujo fruto, embora muito utilizado na cozinha nordestina, em Goiás , Mato Grosso e norte de Minas Gerais, é considerado tipicamente goiano.

Dele é extraído um azeite denominado azeite de pequi. Seus frutos são também consumidos cozidos, puros ou juntamente com arroz e frango. Seu caroço é dotado de muitos espinhos, e há necessidade de muito cuidado ao roer o fruto, evitando cravar nele os dentes, o que pode causar sérios ferimentos nas gengivas e no palato. O sabor e o aroma dos frutos são muito marcantes e peculiares. Pode ser conservado tanto em essência quanto em conserva.



Flor de pequi

Símbolo da cultura do estado brasileiro de Goiás, o pequi pode também ser encontrado em toda a região Centro-Oeste (considerada a capital da fruta) e nos estados de Rondônia (ao leste), Minas Gerais (norte e oeste), Pará (sudoeste), Tocantins, Maranhão (extremo sul), Piauí (extremo sul), Bahia (oeste), Ceará (sul), e nos cerrados de São Paulo e Paraná. Em Goiás podem ser encontradas todas as variedades, cuja frutificação ocorre entre os meses de setembro e fevereiro. Está na lista de espécies ameaçadas do estado de São Paulo.
É encontrado também na Bolívia

No estado do Tocantins há uma cidade com o nome de Pequizeiro em homenagem à árvore, onde se celebra a festa do pequi todos os anos.

Nas antigas vilas de Meia Ponte (hoje Pirenópolis), e Vila Boa, ainda no início do século XVIII, o pequi começa a ser utilizado na culinária de Goiás. Na região que circunda a cidade industrial de Catalão, o pequi era utilizado tão somente para a fabricação do Sabão de Pequi, de propriedades terapêuticas.

O fruto pode ser apreciado em variadas formas: cozido, no arroz, no frango, com macarrão, com peixe, com carnes, no leite, e na forma de um dos mais apreciados licores de Goiás. Além de doces e sorvetes.


Sua polpa macia e saborosa deve ser comida com bastante cuidado, uma vez que a mesma recobre uma camada de finos espinhos que, se mordidos, fincam-se na língua e no céu da boca, provocando dores intensas, risco este que deixa de existir, uma vez assimilada a técnica de degustação que é de fácil aprendizado. Deve ser comido apenas com as mãos, jamais com talheres. Deve ser levado a boca para então ser "raspado" - cuidadosamente - com os dentes, até que a parte amarela comece a ficar esbranquiçada e parar antes que os espinhos possam ser vistos.

O fruto do pequizeiro, por ser rico em óleo já foi muito utilizado na fabricação de sabão caseiro pelos moradores rurais do Tocantins, que não tinham fácil acesso ao produto industrializado. Na fabricação do sabão, a massa do fruto era misturada a um líquido retirado das cinzas de uma árvore conhecida popularmente por "Mamoninha", essa mistura era levada ao fogo e produzia um sabão vegetal de cor preta brilhante, bastante macio, que era usado para lavar roupas, utensílios e principalmente para a higiene pessoal,pois segundo as pessoas que o fabricavam o produto fazia bem para a pele e cabelo.


Adaptado por Folha Newsletter do hypescience.com

3 comentários :

  1. MUITO INTERESSANTE A DIVULGAÇÃO DESTAS FRUTIFERAS POIS MUITA GENTE SÓ QUE SABER DE PERA MAÇÃ E UVA E DESCONHECEM TOTALMENTE ESTAS MARAVILHAS,SOU COLECIONADOR DE FRUTIFERAS AQUI NO RJ E QUERO FAZER CONTATO COM PESSOAS QUE TENHA O MESMO INTERESSE POIS TENHO MUITAS MUDAS E SEMENTES DE FRUTIFERAS DA AMAZONIA,CERRADO E MATA ATLANTICA PARA TROCA OU VENDA.
    MEU Email; pesqueirarui6@GAIL.COM
    ATT;RUI PESQUEIRA

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  2. Adorei a matéria. Eu sou uma apaixonada por frutíferas e quero deixar aqui um alerta, para tantos que, como eu, depois de ler uma matéria assim deliciosa, busca sementes e mudas para comprar, aqui na internet. Sobre o vendedor, Sandro José Chequetto, de Cachoeiro de Itapemirim - ES - que tem muitos "locais" e "perfis" de venda na WEB. São anuncios que prometem "sementes e mudas exoticas certificadas" e são dele: Kantoverde (site e MercadoLivre) Gardenmania, Ecoexotica e vários outros. Me tornei mais uma vitima, há 2 meses, porque não sabia,nem pesquisei sobre a reputação da loja ou vendedor. Ainda bem que existem viveiros maravilhosos, com endereços e identidade do proprietário. Vamos à eles! Espero que a informação possa ser útil à alguem.

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  3. Amigos ha 40 anos comi em S tomé e Principe um fruto tipo a manga madura é amarela por dentro ,comida fresquinha é muito doce e tem muitos fios que ficavam presos nos dentes,,aqui em Portugal procuro e não encontro,,se me poderem ajudar ,,,Obrigado

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