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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Transição

Estamos vivendo um momento de transição do espaço físico para o ciberespaço.
A cada dia a tecnologia se torna mais presente em nossas vidas, nos obrigando a aprender conviver com a mesma para não sermos excluídos da sociedade.

Com a ascensão da internet, somos bombardeados constantemente com novas informações, essa demanda comunicacional muitas vezes nos torna receptores passivos, pois não temos tempo de refletir e responder as mensagens que chegam de forma sequencial.

Atividades cotidianas como trabalhar ou fazer compras acontecem instantaneamente.
Com o advento das redes sociais o mundo acabou por perder as poucas fronteiras físicas que lhe restavam. Agora é possível se conectar com o mundo, é possível agir sem sair de casa, a prova viva do poder das novas tecnologias são as manifestações que ocorreram em todo ao Brasil, milhões de pessoas levando as ruas seu descontentamento, tudo isso mediado pelas redes sociais.

Há a grande dúvida, será que a mídia impressa irá sobreviver à era digital?
Dia após dia, de forma direta ou indireta somos afetados pela grande crise que circunda os meios de comunicação impressos.
Os livros estão se tornando e-books e os jornais se tornando portais interativos na internet.


Há duas faces nesse processo. Por um lado considerado positivo, as novas tecnologias permitem o acesso rápido as informações, os livros digitais podem ser levados a qualquer lugar, um leitor de e-book acomoda em sua memória facilmente 1.000 livros, é literalmente uma biblioteca ambulante.

O lado negativo dessa história e que aos poucos estamos perdendo o prazer da leitura diária, os aparelhos eletrônicos não permitem sentir o cheiro de poeira, guardado em meio às memórias de um livro ou sentir o tocar do papel na pele.


Este processo pelo qual estamos passando pode ser comparado com o surgimento da televisão. Na época, a televisão era um bem de consumo caro, inacessível para as grandes massas, seu poder de influência foi aos poucos aumentando.

Estamos vendo esse processo se repetir. Aos poucos, os novos meios de tecnologia estão se tornando acessíveis as massas, aumentando sua influência.

Creio que os impressos não deixaram de existir, só terão uma demanda menor, me baseio no exemplo do rádio, que mesmo após a ascensão da televisão continuou a existir, não perdeu seu lugar no coração das pessoas.




Por Michelle Franzini Zanin, escritora e Poetisa Graduada em Jornalismo | Autora do livro Vida, Ed Zerocriativa

Contato: michelleescritora@yahoo.com.br

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